Inerência Allegoritmica




JOÃO 
Prenome muito comum na língua portuguesa, com raiz etimológica no hebraico Yôḥānān (prezado pelo Senhor). Por convenção admite tratar-se de uma pessoa pessoa de mente aberta, que não se sente (nem busca ser) melhor ou pior que ninguém e que se manifesta de igual para igual com qualquer pessoa numa disputa; não gosta de ficar parado, mas gosta de passar o seu tempo a ler e adora viajar; possui uma paixão invejavel pela vida e não tem muita diplomacia na hora de dizer certas verdades, julgar ou criticar.


AFONSO
Em primeiro lugar, trata-se de um nome que foi bastante comum a vários réis e infantes da monarquia portuguesa; de origem germânica, fortemente disseminado no sul da Europa pelos Visigodos, deriva da conjugação Hathusfuns que combina os termos “hathus” (guerreiro) e "funs" (apto). Por sua vez, a sua significação cultural indica uma pessoa cuja imaginação o transporta muitas vezes para um plano onírico; é normalmente sensível e vive ao sabor das emoções; sabe ouvir bem os outros e preocupa-se com o seu bem estar, procura assim ajudar todos os que se encontram em dificuldades comovendo-se facilmente com os seus problemas e para os quais busca soluções; possui uma personalidade muito activa, decidida e cheia de energia, que não vê nenhum sentido numa vida sem objectivos e desafios aliciantes, estando por isso sempre pronto para novas aventuras; é um puro idealista que coloca a razão e a justiça acima de tudo, assim a sua pureza e tolerância fazem com seja simultaneamente sedutor e perturbador.


ADAMASTOR
Personagem inventada pelo poeta Luís de Camões na sua epopeia "Os Lusíadas" (primeira edição em 1572). Geograficamente, simboliza o Cabo das Tormentas (posteriormente, chamado da Boa Esperança); no seu lirismo, representa as forças da natureza e os perigos que os navegadores portugueses tiveram de enfrentar nas suas descobertas marítimas; mitologicamente, exprime a frustração amorosa por um amor não correspondido e o castigo por enfrentar os deuses.