1.14.2012

País vencido




















este meu país
prostrado a caprichos externos,
à coquetterie europeia e mundana,
à domesticação de elites famintas.
este meu país vendido
e enfraquecido de si mesmo
ou que consciente disso
se revê em mísera candura,
em desgraça e desprezo,
em contínua insignificância
e subordinação ao que vem de fora,
quando cá dentro tudo parece intragável
e tão intratável como a angústia ascética.
o meu país, aquele que
esqueceu o sebastianismo,
perdeu a sua lusitanidade
e renuncia à nacionalidade
fazendo-se esquecido no declínio
das ilusões de um império não cumprido.
oh minha pátria perdida,
oh meu portugal vencido...
que é feito de ti, meu país,
agora quando mais preciso?