12.08.2012

O que a vida me deu
























as pessoas são sempre boas de conhecer
se não sendo aquilo que parecem
parecem aquilo que são,
na certeza de que é bom
encontrar mentes novas
fraternas e interessantes
de bem perto ou de paragens distantes,
mais ou menos bem falantes,
com maior sentido ou honesta desorientação,
por mero acaso ou sugestão.
enfim, pessoas verdadeiras como o são
(aqui o poeta não procura apropriar nenhum dos sentidos).

chegou a altura
em que já não gosto de sair
pelo menos como o fazia,
acho normal esta noção.
já conheci todas as pessoas que gostava de conhecer
agora só procuro mantê-las comigo
para ser verdadeiro,
porque assim sei quem sou.

o que a vida me deu
foram os outros que me ofereceram,
os outros são aqueles quem gosto encontrar
ao fazerem parte desta experiência
e até nas minhas conquistas estiveram comigo
(aqui o poeta defende que as verdadeiras pessoas de quem se gosta
são as que nos aplaudem nas vitórias,
a vida já é um fracasso desde o início e estes não são assíduos em funerais).

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