8.21.2012

Beija-flor




















quando ando descalço
na rua
quando me logro
noutro amor
só um nome chamo
beija-flor

o meu erro é
recorrente
nunca lhe dei atenção
e o engano repete-se
tanto quanto o seu
perdão

sem se poupar
ao fracasso
talvez espere
por compaixão
cessar as fugas
que o coração
sempre tem

quando tão pouco
me cega
quando não vejo
outra luz
só um nome salvo
e só esse seduz.

1 comentário:

Lídia Borges disse...


Assim é o amor. Complacente e cheio de bonomia.

Muito bonito