
este meu país
prostrado a caprichos externos,
à coquetterie europeia e mundana,
à domesticação de elites famintas.
este meu país vendido
e enfraquecido de si mesmo
ou que consciente disso
se revê em mísera candura,
em desgraça e desprezo,
em contínua insignificância
e subordinação ao que vem de fora,
quando cá dentro tudo parece intragável
e tão intratável como a angústia ascética.
o meu país, aquele que
esqueceu o sebastianismo,
perdeu a sua lusitanidade
e renuncia à nacionalidade
fazendo-se esquecido no declínio
das ilusões de um império não cumprido.
oh minha pátria perdida,
oh meu portugal vencido...
que é feito de ti, meu país,
agora quando mais preciso?
3 comentários:
Parece-me que o «teu» país anda perdido.
P.s. - voltei ao blog e mudei-me para aqui: http://intermitenciasdemim.blogspot.com
Às vezes acho que não mereces ter as tuas coisas aqui num blog, acho muito pouco. Mas ainda bem que as tens, vale a pena ler.
Muitos parabéns!
Olá, o No tempo das amoras está de volta com a história do Miguel e da Rosa em pano de fundo.
Acompanha mais desenvolvimentos em
notempodasamoras.blogspot.com
Bj
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