4.14.2011

Simplesmente...


























Não sou capaz de lhe resistir,
Não consigo superar o seu discernimento.
Desisto de lhe fazer oposição...
Charme sedutor contra o erro de Platão.

Como posso eu resistir ao apetite dos pensamentos?
Como posso eu esquecer e negar estes tormentos?
Nunca será a beleza do artifício do meu fingimento
Um distúrbio repressivo do seu encanto honesto.

Recordo nos seus os meus enigmas
Num funesto enleio ficcional
E o intenso feitiço desperta-me outras ilusões...
Atraentes verdades, mérito de escravos e divindades.

Padeço de um severa disposição para a admiração,
Como resultado consequente do seu efeito em mim...
Aliciante, fatal e sedutora provocação
No requinte das formas simples em que se faz apresentar.

Mesmo que me desterre, envergonhado,
Para o argumento contemplativo das minhas irrealidades,
Continuamente será sincero o uso articulado
Destes ingénuos vocábulos e preciosidades.

2 comentários:

Rita Graça disse...

Ena, novo look?



Gosto bastante deste poema. *

João Afonso Adamastor disse...

Já estava a precisar, ainda não gosto do header mas está a caminho de qualquer coisa x)