3.09.2011

Purga



























Lava as mãos
Lava bem essas mãos
Que é sangue o que as impede
De tocarem benevolentes noutras mãos.

Lava o rosto também
Lava-o com a água mais fria
Para diluir bem o tóxico pestilento
Das tuas lágrimas impróprias, impuras e pungentes.

2 comentários:

Daniela. disse...

E mais do que efémeras, as nuvens proporcionam-nos a visão de todas as nossas ilusões. É como ver depois de ter estado cego; como provar o produto original apenas depois de ter conhecido a imitação, entendes-me?

Daniela. disse...

Sabes do que eu gosto? Gosto da forma como suavizas os pózinhos que, de uma forma ou de outra, acabam por poluir o que quer que seja. Quando li estas tuas estrofes, apenas pensei na sociedade. Desenhei na minha mente os tons de um ser egoísta que, apesar das falhadas tentativas, tenta conviver com outros seres que ainda mais sujidade aparentam. «Que é sangue o que as impede
De tocarem benevolentes noutras mãos.» fantástico João, fantástico!