1.06.2011

«Inverno estival...» - Federico García Lorca

"Tardes estivales. Cantos de imposibles.
La Templanza se duerme y reina la Paisón.
Se diría que nadie piensa en la blanca luna
Ni en Chopin amoroso ni en Schuman que se esfuma
Como luz en sombras... Roja desolación..."


























(...)
Tardes estivais. Carne, carne e carne.
As estrelas fortes dos grandes desejos
iluminam gloriosas, cheias de sonolência,
os doces mancebos, arautos de impotência
que riem eternos, formosos e feios.

Tardes estivais. Tardes estivais.
A luxúria esconde-se sobre a vossa calma.
A ânfora grandiosa das vossas
inquietudes
ao derramar-se mata as azuis virtudes.
Chorosas tardes. Naufrágios da alma.

Federico García Lorca
(tradução: Carlos do Rosário)

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