11.08.2010

Salto



Balança agitada, como tudo em seu redor,
Não sente que também estremece com o salto
E não apenas o velho chão de madeira do seu quarto.

Na visão do mundo, os seus equilíbrios perturbados
Nunca conseguiram superar o caro enjoo dos ponteiros
Que são para todos como que objectos danificados.

Então atira-se ao abismo, sem medos,
Sem cama de rede ou corda de segurança,
Pensando que é assim que se aprende a voar.

Esquece-se de abrir as asas
E apenas atinge o colchão das penas
Que depois ao acordar fica de novo frio.


1 comentário:

S.Ribeiro disse...

Belo escrito, João. Obrigado por seguir meu blog, e deixo este comentário não como retribuição pura, mas verdadeiramente como crédito pela qualidade de seus escritos. Abraços.