11.15.2010

Próprio e Pessoal
























Injectas tanto gelo na corrente sanguínea
Que sinto a tua dormência alastrar-se ao espírito,
Tanto que o meu coração te pede anti-congelante.
Esperam-se inseguras as quedas se algum dia o peito quebrar
Porque sei bem que não aguentas mais o frio nas mãos,
Vai cair de vez para pomposamente se estilhaçar no chão
Soltando um sorriso infantil e sonhador
Que questionando afirma como tudo está tão bem,
Quando nunca está.


Por detrás fica a tinta que escorrendo
Descreve poças geladas e lamentos,
Olhos nus que nunca entendo e que não temendo
Apenas pedem por umas luvas quentes,
Novelos de lã e remendos
Que sempre vou esquecendo.
Ficam só das palavras a harmonia,
Das coerências a cor, dos gestos a melodia
E das essências a sua certeza.

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