10.29.2010

Efémera















Sol, Ernesto von Rückert (2009)





Procuro algo longínquo
durante instantes
capaz de te oferecer
um conforto fácil de suportar
a força que te sustem.

Que o feito no efeito do seu brilho
se faça sentir adimensionalmente
como um gigante vermelho
que expande colapsa e contrai
ao conquistar um lugar no vazio.

Só para originar no espaço reprimido
um novo enfeite do tempo efémero,
um ponto celeste mais luminoso,
algo que na realidade já não existe
quando fatalmente nos atinge.


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