9.27.2010

Elegia Natural
















Oh floresta, que és mãe das brumas,
Oh mar, que és pai destes madrigais,
Oh vento, que és filho das planícies,
Meu padrinho dos vendavais.

Oh chuva, que enches tanto os mares,
Choras lagos e rios em sagrados rituais,
Procissões que encharcam os campos
Que dão alimento aos pardais.

Oh sol, que secas o sal das lágrimas,
Tanto crias nuvens como as abnegais,
Tu iluminas os dias e aqueces a terra
Da qual, exaltado, não sei fugir mais.

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