8.23.2010

Sensíveis, Ousados e Plenos


















Frágeis searas de trigo,
Taberna de roedores e pardais,
Resplandecem na aurora das estrelas
De pontas voltadas ao clarão,
Com corpos febris e estivais.

Sedentes frutos vermelhos
Que bebem o fogo do sol
E não resistem aos quentes vendavais,
Nem ao toque bruto dos insectos
Em lascivos jogos triviais.

Negros ciprestes dos bosques,
Corvos que circundam os milheirais,
Oferecem fresca sombra para a ocasião
E que de tão perfeitos na plenitude da planura
São desejos louváveis neste meu canto pagão.

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