6.05.2010

Perseverança Nativa



Suspenso em divagações
Suporto a arquitectura
Dos mitos, das ilusões.
Tento expandir-me
Para além da altivez
Que não consigo desenhar,
Que não consigo descrever
Se não me dedico a compreender.
Apenas sinto o mundo
Um dia de cada vez,
Prevendo-me num futuro
O qual já se desfez.

E tudo o que eu hoje fiz
Voltarei a tentar amanhã,
Sempre um amanhã
Que não chega,
O qual nada me diz.
É claro, como este dia,
Que tenho essa percepção,
Se não o soubesse
Dedicar-me-ia à decepção.
Estando farto de confusões,
Saturado por indefinições
No muito tempo que deverá passar
Até encontrar verdadeiras soluções.

Continuarei a sonhar
Com o que me fez mudar,
Como a desejar com consciência,
Em renuncia à minha demência,
Com o meu mundo melhor.
O sangue que em mim circula
Ainda não se esgotou
Pela falta de esperança...
E a cada novo dia
Em mim solidifica-se perseverança
Fértil em altas inspirações.

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