5.24.2010

Razão Plutónica





Diz-me como poderei governar
um reino que não existe
ou como me torno escravo
duma razão que resiste,

Desconheço as horas
as origens deste momento
como o longínquo tempo
que me levou ao tormento,

Assim como renuncio
ao motivo da aparição
no encontro descomprometido
dessa confusa aflição,

Não digo o que sinto
e penso em projecção
nas dúvidas que atraem
as feições ígneas da atracção,

Vivo vivendo e procurando
essa admiração que não dorme,
admiradora de fábulas e mitos
escondendo-se de quem se esconde...

E aqui estou
escravo da minha fraqueza
mas fiel à certeza
que sincero sou quando me vejo
fora do platonismo que nunca recusei.


[2006]



Sem comentários: