6.01.2010

Encontro Eterno




Encontro-te indefinida nos meatos da vida,
Simplesmente quando não te procuro.
A verdade é que tudo nos relaciona
Até a tua própria indiferença.

Desespero ao encontra-te em toda a parte,
Quando em verdade quase nunca te procurei.
Resta-me espontaneamente este silêncio displicente,
Cada vez mais insatisfeito porque sabe o quanto errei.

Nada procuro para além de breves encontros
Onde insistentemente me deixarei desvanecer.
O que procuras tu se nunca me encontras?
Por onde ando eu se não me vês?

A eterna procura das tuas admirações
Fazem-me expirar tão clandestinamente…

Que nunca será assim frequente
Continuar num caminho inocente de excessos e faltas de ar
Sem suspirar por mais frágeis explicações banais.
Gostava de sentir-te em efectivos encontros reais,
Mas esse teu desejo epicurista condena-me à estóica contemplação.

Encontra-me…
Enlouqueço excessivamente enquanto o desejo é de compreensão.

[Jul.08]



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