5.24.2010

Dias Iguais





Fecho-me em dias sempre iguais,
a luz que me esconde não chega
à sombra que eu habito.
Falta-me a nobre vontade
mesmo sonhando tão alto,
porque nada consigo mudar,
nem a forma como escrevo.
Sou diferente durante
um mesmo monótono dia
perseguindo a cobarde agonia
dos tempos que não vivi.
É fácil tornar o meu dia
mais cinzento, na humildade
de uma cor sempre igual.
É tão fácil sonhar,
imaginar até desfalecer,
esgotar-me em fraqueza
e, por fim, adormecer...
Voltando a sonhar
com as novas cores
dos dias sempre iguais
onde me deito.


[2007]




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