5.28.2010

Despertar Canónico (p.1)



Tempos de agitação
que agora vivo
sem espaço de me anunciar
ou de me fazer esquecido,
estando apenas dividido
entre o passado e o futuro
que me sustenta.
O que não fiz assim fica
no tédio de quem complica
um dia mais, sem ver.

Gostava de acordar
nas horas do meu tempo,
ser decidido, não inibido,
nas palavras em que medito.
Interrompo as representações
se escasseiam razões para fingir,
é útil acordar amanhã
e encontrar-me onde possa existir,
renovando o que sinto
na mais pura consagração
dos efeitos que guardo
na minha idealidade.
Até de dia sonho com o luar,
mas é apenas o sol
que se esconde nas nuvens
como me escondo eu
atrás dos tempos desinquietos.

1 comentário:

Figueiredo Neto disse...

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