4.12.2010

Le Soleil Aubergine

















Não há dias em que deixe de pensar
Que o passado nunca foi meu como esperava
E só o presente tem sentidos diligentes.

A verdade é desconhecida
E tento em vão saber ainda
Se o apreço é ironia,
Se a desgraça é simpatia.

Nosce te ipsum
Ou não reconhecerás mais ninguém,
Descobre o que te indispõe e consome
Até que a Maiêutica brilhe em ti,
Que a palavra nunca morre.

Só o diálogo deve resistir,
Deve ser vivo e não um jogo.
Questiona para descobrir
Que encontrar-se é quando se lê
E não quando se escreve
Os falsos monólogos que são banais.

Nunca esperei desvendar por comparação
Certezas de algo que se encerra e finge,
Somos meros simulacros de nós próprios.
Quando as aspirações são ideais,
Todos os padrões são excessivamente impessoais
Para se ter a índole de um homem que reza
E espera que o céu desça à terra.

Fora os dias em que penso
A maior beleza que se esconde no valor,
Todos os outros são derrotas.
Dias em que vagamente esqueço
O sol da manhã e o anoitecer,
O mundo que dorme de modo demasiado frio,
O entendimento que é emocionalmente subjectivo...
Até atingir a miséria e não viver mais de paixões mas de amigos.

2 comentários:

Mandy Oliiver disse...

Ola, visite nosso blog espero que goste d nosso conteudos aproveite para nos seguir !

www.ataqueid.blogspot.com

obrigada !

Diego Cosmo disse...

http://dcosmo.blogspot.com/ - Nova postagem! "cosmo a pé"