2.01.2010

Singular Inspiração


«A inspiração poética

é um delírio equilibrado

(mas sempre "um delírio")»




Espero que encontres
no caminho dos meus lamentos
as verdades que sinto
e não fracos fingimentos.
O meu desejo
não é passageiro,
é humilde e sincero,
com o devido respeito
da fidelidade por inteiro.


Gostava de ser aceite
como uma pessoa diferente,
mesmo que me desculpe
por viver num tempo ausente.
Apenas procuro encontrar
em tão sublime compreensão
o modo como me expiro
pelos desejos de rendição.

As vontades puramente felizes
são uma correcta expressão
de um outro efeito divino,
sem aparente explicação.
Só me resta a nobre certeza
e estas francas aspirações,
ao soltar enigmas
em segredos transparentes

e outras estranhas fatais suposições.

Não sei se vês,

neste passeio pela vida,

a forma como te aceno

com as feições do pensamento.

Mas eu irei estar sempre aqui,

em todo e qualquer momento,

procurando no teu ar
a mais sincera satisfação.

Fazendo de tudo para te agradar
na mais voluntária dedicação...

que adorar-te é respeitar-te,

pelo sim e com o não.


Hoje sou poeta,
amanhã posso tentar ser homem...
mas se as palavras
que me consomem
não te chamam à atenção,
pouco ou nada do que sou
poder-te-á encantar
da mesma forma como dominas
tão singular inspiração.

1 comentário:

Brid disse...

Gosto muito de ler os teus poemas e, para mim, este foi um dos teus melhores. Simples e muito bonito :)