12.23.2009

Sonhos de Compreensão



Não posso falar
quando não sei do que falo,
mais vale escrever
do que ficar calado.
Quando todos articulam
sem ninguém se escutar,
perco-me por pensamentos
que me fazem sonhar.

Os sonhos não têm cor
nem são a preto e branco,
Se os sonhos são o demónio
de um pintor sem encanto.
Os sonhos são lamentações
da nossa caótica alma,
são fantasias, lembranças
de outras vidas, novas eras.

Eu continuarei a escrever
sem desconfiar das razões,
quando os sonhos são os enigmas
das minhas estranhas alucinações.
Todos prolongam o discurso
sem ninguém se entender,
pelos meus sonhos compreendo-me
nesta vontade de me fazer esquecer.


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