12.23.2009

Quase nada ausente




















Às vezes tento esquecer
aquilo que não pareço ser,
só para poder existir
como os outros gostam de ver.

Por vezes tento esquecer-me
e perder o que procuro ser,
continuar com o mesmo ar
de quem não sabe como viver.

Quase sempre me esqueço
que o meu sossego é que deve existir,
ao perder-me num nada ausente
impossível de distinguir.


2 comentários:

Um, outro ou dois disse...

Gostei bastante deste poema.

Tem algo que me identifico bastante... talvez a parte, se a minha interpretação estiver correcta, do fingir ser algo que na verdade não se é.

Continua ^^

Egípcia disse...

Gostei imenso... Belo poema, parabéns!