11.15.2009

Mundo a Preto e Branco - Fábrica de Letras



Já hoje o mundo poderia ser de todas as cores,
Sendo as cores apenas uma só nos tons brandos do fado
Que nunca se pode profetizar na dimensão do preto e do branco.

Ainda há quem insista que o tempo se perde lá fora
Na sagrada dicotomia das pautas e das récitas,
O que erradamente fica do contraste entre a tinta e o papel
São as negras raízes do mal e não a brancura da paz,
Impropérios e escrituras onde se vislumbra um destino de remição gasta...
O ritmo dos pensamentos, palavras, actos e omissões deve-se à natureza
E não certamente às rezas que se prendem no etéreo jardim da ilusão.

De todo o preto e branco surgiu o universo inimaginável
E a sua verdade está muito para além da escuridão e da luz.
Não se desesperam as omnipresentes ausências da cor
Aos próprios que se entendem por entre retratos de cinza amarelados
Que foram valentias passadas de velhos clássicos, mudos, épicos combates,
Que agora são jornais e cópias baratas, mármores, marfins ou chocolates,
Que sempre serão uns e zeros, o passado do futuro, o mal e o bem.



["Guaranteed" : Eddie Vedder (Sony/BMG)]


Participação no desafio de Novembro proposto pela 'Fábrica de Letras'

3 comentários:

El Matador disse...

Muito bom.

Brown Eyes disse...

Gostei mas, sinceramente, tive uma certa dificuldade em perceber todos os caminhos que conduzem à mensagem.Perdi-me algumas vezes

Gingerbread Girl disse...

Gostei das frases, que julgo soltas... sem se ligarem.

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