10.13.2009

Viagem ao Acaso

Neste dia eu era outro
Como posso eu esquecer,
Nesse dia que me desfiz
E renasci, como qualquer outro.

Vive comigo no esquecimento
Desde tão distante tempo
A imaginação que subverti,
Onde me perdi no fingimento.

Ficam as mágoas soltas
Como hino ao lamento
Que só assim sei soltar...
Como me prendo eu
Por estranhas inspirações?

Não procuro respostas
Quando apenas respeito emoções,
Esforçar-me-ei noutras viagens
Quando pesquisar verdadeiras explicações.

Que um dia, quando partir,
Desejarei apenas sofrer assim
Neste feliz e atormentado,
Mais que consciente, jeito de sentir.


1 comentário:

Fábrica de Letras disse...

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