10.12.2009

Espasmo Diferente


Renuncia à futilidade
Com olhares coloridos
E gestos sorridentes.

Com candura e firmeza,
Chega despertando a mesa
Dos seus desejos dormentes.

No gosto fino por traços suaves,
Na aparente beleza humilde,
Acorda com vontades vorazes.

Alberga no seu aroma a eternidade,
Deixa imensos sonhos à deriva,
Raras radiantes simplicidades.

Inocência perfumada,
Abismo de prazer e sedução,
Tão vil como a minha interjeição.

Como idiota perdido nas ideias,
Vivo o tempo divergente
Na memória de outras primaveras.

Perdi já a idílica loucura,
Sofro por não querer
E não quero porque sofro.

Preferia não saber quem é,
Que a sua provocação fascina-me
Na cadência de olhares.

Até mesmo na vontade sobrenatural,
Nos comuns gestos que faz,
Corrigindo a posição dos cabelos.

Agora que já não é Verão a química é outra,
Ocupando uma nova estação
De quimérica especulativa perfeição.


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