9.20.2009

Mundo Vago


Nos minutos das horas,

Os segundos são os silêncios

Dos meus tempos vagos.


Chego ao mundo, vejo o sol e o sal,

O vento e as faces secas do areal.

As estrelas, a noite, as flores e o luar.


Depois a tempestade veio do mar

E partiu bem cedo ao amanhecer...

Que o sol surge só e desacertado.


As estrelas já não se vêm,

O vento embate nas folhas ressequidas

E o arranjo de flores já sem vida

Espraia-se na minha imaginação.


Do sal finjo a inexistência de recordações,

A tempestade foi o choro do céu pela terra

Que o mar recalca ao sabor da maré de rosas

E o sol queima em benevolentes aproximações.


Como se fosse pelas palavras ou pelo gosto,

O mesmo aroma, o esmero ao toque,

De vozes e lábios ásperos como pétalas

Que pendem no equilíbrio das ilusões.



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3 comentários:

Leto of the Crows disse...

Simplesmente belo ^^

Brid disse...

Novo blog :)

http://bridswood.blogspot.com/

(Joli)**

(prometo comentar, mas não hoje eheh)

Brid disse...

Uau... lindo mesmo. Li enquanto ouvia The Old Ways, da Loreena, e fiquei completamente fixada. Adoro sempre que recorres à natureza nos teus poemas.

Beijinho*