9.15.2009

Espelho (II)


Eu sou o outro

O que vive e respira

Para lá do lamento

Deste reflexo aparente

Sou o viajante

Não um turista da vida

Sigo por outros caminhos

Esta estrada é desconhecida

Perfaço sem alma

Nego o tom à proclamação

Faltam-me as palavras

E padeço de inspiração

Vejo um espelho

E quase nada me diz

Mas encontro as razões

Para assim me tornar feliz

Eu queria era ser o outro

Que vive para lá do espelho

Não para usar

Não para destruir

Só para lhe olhar

Profunda e melindrosamente

O mesmo modo como me vê

Nesta ausência descontente

3 comentários:

xumé disse...

Por vezes sinto isso..

Ritinhaa disse...

com calma vou lá.
[ coisas giras qe há por aqi ! :)

então o senhor é doutorzinho em coimbra? =P *

João Romova disse...

Que alegria é poder sentir que, num rompante de sorte, de magia, de providencialidade, podemos encontrar algo bom no meio do acaso, como foi achar este blog!

Amei!