9.18.2009

Descida


Mais uma vez engana-me o cadafalso,

E quebro pelo precipício

Do principio em que me desfaço.

Já não me sinto a pairar,

Como noutros tempos

Julgava ser livre.


Esses sonhos com asas,

Não maiores que simples desejos,

Tomam sem efeitos as minhas aspirações.


Mais uma vez nego o sofrimentos

E deixo-me precipitar,

Sem teias ou ilusões.


______________________________________________________________________

3 comentários:

Susana disse...

Cortar o meu cabelo , não , tudo menos isso . :O
Já agora , o que é sanção de unhas ?

- É , isso das trupes devia evoluir , não faz muito sentido existirem assim grupos destinados apenas a fazer com que as praxes parecam tudo menos algo que pretende integrar os caloiros no ambiente da Universidade , mas pronto .

João Afonso disse...

Tenho uma posição bastante exigente face à praxe... muita coisa que se faz por aí (ou a sua totalidade) é sem sentido, puramente de natureza ridícula.

Não aponto o dedo a recordações da minha dose q.b. de praxe, disso nunca me devo lamentar (foi tudo bastante tranquilo)... falo do que vejo por aí.

Afirmo, sem dúvida, que trupe é aquela que mais confusão me faz por toda a distorção maliciosa das tradições (... e não, nunca foi sancionada por uma, apesar de vários encontros superlativos, sempre consegui defender com adstringência o meu salvo-conduto, de forma eloquente e arriscada).

Para informação, numa sanção de unhas aplica-se o ritual inglório e expressamente doloroso de sentir uns quantos embates de uma colher de pau (ou outro de brio tão equivalente) no sentido ascendente ou descendente tendo como alvo as unhas de um(a) pobre coitado(a).



Enfim, digam-me o que quiserem mas... em suma, a inconsciência da praxe é lamentável.

Carla* disse...

Bom blogue :)
Desde já, obrigada pela visita.
www.diariodeellenrimbauer.blogspot.com
visita :)