8.27.2009

Atalho

Que procures o sol e a lua,

Que esses te oferecia eu

Como se fossem meus...

Dou-te o meu mundo, mas não o mar,

Se todo o teu não me basta.


Dou-te o meu verde e imenso

Com as palavras que não chegam

E as vontades que só se sobejam

Pela tua respiração.


Que o tempo é sempre casto,

Que o epicurismo roubou-me às marés…

E na sublime perfeição da imperfeição,

Salvo os maiores desejos imperiosos

Comprando um bom calçado, suspirando leve,

Para que, pelos menos, não me doam os pés.

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