7.21.2009

Sinédoque dos Sonhos

Não posso falar

Quando não sei do que falo,

Mais vale escrever

Do que ficar calado.

Quando todos articulam

Sem ninguém se escutar,

Perco-me por pensamentos

Que me fazem sonhar.


Os sonhos não têm cor

Nem são a preto e branco,

Os sonhos são o demónio

De um pintor sem encanto.

Os sonhos são lamentações

Da nossa caótica alma,

São fantasias, são lembranças,

Outras vidas, novas eras.


Eu continuarei a escrever

Sem desconfiar das razões,

Quando os sonhos são enigmas

Das minhas estranhas alucinações.

Todos prolongam o seu discurso

Sem ninguém se fazer entender,

Pelos meus sonhos compreendo-me

Nesta vontade de me fazer esquecer.

Sem comentários: