7.15.2009

Perfume


Infalível perfume em que suspiro silêncios confusos...

Inevitável fragrância que me desterra este meu ar altivo,

Um efeito que nunca falha, por ele sinto-me corrompido

Pela forma como me empalidece e o ânimo não esmorece.


Veneno gracioso, ágil, fatal, perigoso...

Franco, nocivo e impetuoso.

Sinto-o tão cegamente que a minha loucura se envaidece

Pela sua agradável exalação, embala-me em sonhos,

Faz-me inconsciente das irrealidades.


Funesto amora que me fascina,

Perfume ou encantamento que dá sentido aos meus desejos,

Verdade aos meus tormentos.

Inspiro nas suas contemplações vulneráveis

Os meus versos fantasiados, os meus patéticos pensamentos.

1 comentário:

xumé disse...

Há algum tempo que não me identificava tanto com algo deste blog..!
Adorei =)