7.12.2009

Desespero


Aflição a minha,
Porque não sinto
Tal como deveria
A sede e a fome,
A dor e a agonia,
Que não me atinge
E só assim se exprime.

Nada se repete,
Nada me compromete,
Tudo se desvanece
E fico eu, assim,
A olhar para o céu
Do meu quarto,
Do meu mundo,
Encondendo no olhar profundo
O sofrimento que não é meu!

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