7.12.2009

Desdém Olvido

Esqueci-me como era elegante o teu sorriso

Esqueci-me como era meigo o teu olhar

Esqueci-me com era doce a tua voz...

Só não me esqueci desta dor que manifesto,

Desta distinta forma como eu me sinto

E que me arde no peito por reclamar

Pelas tuas bem-aventuradas memórias.


Não desprezei que são delicados os teus lábios

E que desvaneço na metonímia de os embalar,

Não desprezei que são fatais as tuas aparições

E que basta pouco para delas me enfeitiçar,

Não desprezei que são dolentes os teus encantos

E que nem um dia só deixei de os recordar...

São o pouco que resta para nunca deixar de sonhar.

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