7.04.2009

Descontrolo remoto

Desliguem as televisões

Que nada de bom vos oferecem,

Das suas caixas construam aquários

Que os peixes, encarcerados, esquecem.


Das antenas formem satélites,

Comuniquem em todas as direcções,

Palavras ditas em números

Que expressem as vossas evasões.


Mas não se percam com orações,

Sintonizem sim outras emissoras

Que não definam novas prisões

Nos mesmos descontrolos.


Que os homens insistem em criar fronteiras

Invisíveis, cruéis e inconsideradas, ilusões...

Injustas mas legitimamente pensadas

Para atormentar aqueles que procuram informações.


Hoje são os impassíveis computadores

Agentes de Prometeu em funções,

A vontade humana pelo conhecimento

Atingindo toda a espécie de proporções.


2 comentários:

Joli disse...

Ahaha obrigado pelo comentário!

Não te preocupes, de certeza que iremos a Coimbra um dia, e quando formos, avisar-te-ei logo! ahaha

Beijinhoos***

P.s. Muito bom poema, como sempre :D

Leto of the Crows disse...

Uma crítica assaz. Mas não concordo com peixes dentro da televisão, coitadinho...

Abraço!