6.17.2009

Trilho Verdejante

Desvaneço como fria água

Que num ribeiro passou,

Onde agora existe mágoa

Subsiste a sede de quem chorou.


Venha lá o tempo da entrega,

Venha lá o que vier…

Só o frio atrasa a colheita,

Que o sol já judia quando quer.


As tuas terras áridas,

Que o orgulho não lavou,

Serão pântanos esbaforidos

Que a chuva nunca mitigou.


O mesmo trilho verdejante,

Que embala num só sentido

Com um rubor clandestino,

É um enleio sem valor distante.

3 comentários:

Joli disse...

Está... bolas, vou-me repetir!!! C'um caraças -.-

Ok, está lindo. Adoro os teus poemas mais simples*

t i a g o disse...

Ao ler o poema senti o cheiro a terra e a campo. Adorei a fluência das palavras.

Digamos que não encaixavam... antes deslizavam umas para cima das outras ;)

Leto of the Crows disse...

A última estrofe foge um pouco à musicalidade das restantes, não obstante a sua própria musicalidade.

Lindo, como sempre ^^