6.14.2009

Responsabilidade

Voltam a mim as palavras
Quando me pensava desfeito em cinzas.
Embora benevolente, estóico e indiferente,
Percorro o horizonte do desatino
Em busca da fuga,
Daquilo que cativa os sentidos.

Ocupo bem o absorto vazio
Das horas pretendidas ao tédio e fastio,
Revogando o pensamento
Não metafórico-apelativo
De que em mim divagam todas as poesias,
Sendo a poesia uma só,
Sempre que embebido na inquietude
Fantasiosamente existencial.

A vida também é só uma,
Simples, poética e desconcertante...
Também eu vejo os moinhos
Que para D. Quixote eram gigantes.

2 comentários:

Leto of the Crows disse...

Nunca ninguém se desfaz em cinza, por mais queimado e em "cinza" que esteja. As palavras encontram-se sempre lá, apesar de escondidas.

Lindo ^^

(Estás a ler A Manopla de Karasthan" xD... Eu estou a ler "O Fado da Sombra" lalala)

João Afonso Adamastor disse...

Lol... são só uns cinco livros de avanço!

:D