5.12.2009

Palavras sem Sintonia

É de longe que defino
Os teus traços perfeitos,
Sentidamente comprovados...
É de bem perto que descrevo
Estes meus versos humildes,
Pesadamente condenados.

Peço-te sentidas desculpas
Por os ter tornando assim...
Perdoa-me por tudo aquilo
Que eu nunca fui, enfim.

Desculpa-me algo mais
Que fluí em mim...
Que as culpas se as houve,
Se as há, não me prendam
Mais do que esta inocência.

Não culpo ninguém!
Só a minha imaginação,
Excedida pela irreverência
Do teu desatento desdém
Que gosta de me perturbar
Quando procuro a contemplação...
E que mal isso tem?

Quando tudo me parece tão fácil
E não o é para mais ninguém,
Talvez pela sua idoneidade...
Porque se tudo fizesse sentido
Nunca se extinguiria a eternidade.

Desculpa e perdoa, não nego
A forma como me expresso,
Este intratável modo de te adorar
Com a sinceridade rítmica do verso,
Fiel mas que não te comove, enfim...
Palavras sem sintonia
Que só me acalmam a mim.

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