5.11.2009

O dia seguinte

Amanhã será um dia inexistente,
Mais antigo do que resistente.
Longínquo será como tantos outros
Ausentes de tormentos vulgares,
Fieis à passagem melindrosa do presente.

Se mesmo assim chover prata e ouro
Aguardo o princípio que persiste
Para nos encontrarmos todos por cá.
Mas pelos seus motivos concretos
Sei que certa gente não virá,
Com as minhas razões divergentes
Só noutros dias não estarei por lá.

Espera-se o paço cálido e repleto
Para assim perder-me entre a multidão,
Em luares de um abismo complexo,
Incisivo face ao calendário precedente...
Porque o amanhã que começa hoje
É um dia mais belo que subsistente
Pelo tinir vítreo da deflagração
Da ociosa dança de sede urgente
Por cânticos e epopeias desmedidas,
Pelo simples reencontro da satisfação.

2 comentários:

Leto of the Crows disse...

Simplesmente, amanhã será um dia diferente ^^

João Afonso Adamastor disse...

... nem mais!

:D