5.12.2009

Laços

Como é possível ao tempo
Apartar os parcos laços
Que enfeitam as oferendas.
Nem suponho quem os angariou,
Já estou velho pelo cansaço
E finjo ser quem nunca os desapertou.
Vejo-os balançar num só sentido,
Na frágil caixa de vidro,
Voltando sempre atrás…
Parecem que têm sempre outro vigor
Mas é repetente o movimento
Que sempre os faz oscilar.
Hoje relembro o equilíbrio cobiçado,
Que julgava outrora ultrapassado,
Mas com verdade não o esqueci…
Como me é possível com o tempo
Encarar esses mesmos laços
Tão diferentes dos que eu previ.

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