4.20.2009

Outras dimensões (II)

Sinto o pulsar da acção
Sentindo-o em contratempo,
Desmedido em exaltação.
Prevejo-me noutras dimensões,
Penso-me fora de interjeições
E encontro-me excluído de mim,
Longe das cruéis emoções
Que julgo não sentir...
Só à minha volta, avisto
O estranho verde que habito
Nas cores em que medito.

Poderá o mundo ter uma razão,
Um sentido existencial,
Se tudo o que acredito
Com esta visão em discernimento,
Expeditamente paranormal,
Não é frágil, fútil ou substancial.
O paradoxo que nos abrange
Afasta-nos na verdade
Da realidade em que vivemos,
Seguimos por caminhos confusos
De necessidades e abusos
Excluídos da moralidade elementar.
O homem é suficientemente crente
Para não acreditar, se persuadido
Pela falsidade manifesta...
Não estará a velha lei degenerada,
Sem sentido e ultrapassada?

Acredito numa nova dimensão,
Num percurso de transformação,
Onde se possa abstrair
Toda a inibitória dispersão
De novas ideias que surgem
À sombra luminosa da emancipação.
Sendo este desejo o possível caminho
Para uma real compreensão,
Assim sinto os meus sonhos
Como a minha salvação....
Serei fiel à sua luz confidente,
Crente na sua total definição.

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