4.20.2009

Outras dimensões (I)

No meu sonho,
Onde o sol acorda,
Medito ao som perturbante
Dos ramos verdes que estalam
Na floresta onde repouso.
Nem um momento
Sinto o eterno descanso,
Quando inutilmente
Sempre me deito junto
Ao velho pinheiro manso.
Purifico-me com o ar
Mas não me alivio deveras.
Só nestas estações encontro
Pólen, flores, primaveras...
Sentindo o que não sentia,
O calor que me domina
Na frieza da noite
Ou no entusiasmo do dia.

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