4.29.2009

Olhar Longínquo

Como se perdesse a mágoa,
Assisto à vida de pensamento ausente,
Pronto para desvendar o meu porvir.
Do meu trono alcanço a cegueira,
Aquela que me impede de ver
O que se projecta no mundo,
O que me faz sonhar e sentir.
Decido consciente o meu rumo
De olhar bem fixo no fundo
De um qualquer juízo longínquo
Dentro dos limites do horizonte.
Mostrar o que não se sente
É dar esperança aos homens
Numa verdade que não mente.
Na falta de fértil discernimento,
Perco-me no tempo e vejo os dias passar.
Não é por esquecimento, é por distracção...
Pelo medo, pelas desculpas, pela aflição
De viver governado e sem sustento
As quimeras do meu deslumbramento.

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