4.03.2009

Nada Especial

Como se fosse nada
O que eu sinto,
A mim apenas me importa
O que o coração se indigna.

As aparências esqueço-as
Perdendo os seus enganos,
Tudo é diferente...
Algo sinto-o especial.

E no coração os meus enganos
Por nada me fazem mal
Num bem que foi imposto
Por inspiração sobrenatural.

Sinto-a sem a compreender
E sem fazer nada por isso,
Satisfaz-me a dúvida incerta
De um pecado sem compromisso.

Como se fosse especial
O nada que eu sinto,
Tudo é ilusão...
Embora não aparente.

Que o meu mistério é frequente,
A minha dedicação dormente
E por falência das sensações
Descrevo-me em silêncios.

Pudesse aspirar a um nada especial
Ou ser especial pelo nada que sou,
Recebendo com verdade
O que o meu coração negou.

2 comentários:

xumé disse...

"Que o meu mistério é frequente,
A minha dedicação dormente
E por falência das sensações
Descrevo-me em silêncios"

Gostei especialmente desta :)

Rita Graça disse...

Gostei bastante de todo este poema. Consigo ver o reflexo dos meus pensamentos nele. :)