4.01.2009

Consagração

Aqui, onde a ciência
Faz uso ao nome,
Deslizam matizes
Em tons de cinza,
Como a conquista
De um tempo eterno
Pleno em génio
E delicada dedicação,
Como os finos traços
Desta poética consagração.

O tempo desconhece
Fáceis justificações,
Só a vida nos oferece
Resposta às nossas inquietações.
Os bons exemplos
Serão eternamente recordados
E pela genialidade saudados
Em humildade construída
Nas graciosas feições da palavra.

A pura retórica ultrapassada,
Sem pretensões, presunção ou vaidade
Faz valer o rigor racional
Num conjunto organizado
De conhecimentos constantes
Em relações objectivas verificáveis,
Dotadas de um valor universal.

Assim existe arte em ciência
Quando esta continua a encantar
Com a mais triunfante eloquência
De quem se quer bem ouvir,
De quem se faz bem falar...
Num discurso brilhante na forma,
Continuamente notável em ideias.

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