3.18.2009

Silêncio Indiferente

De que falas tu se te escuto,
Nada me dizes
Mas não me desvio
Da tua dolente voz.
Perco-me indefinidamente
Nas tuas interjeições,
Dedicando o meu olhar
Às mais patéticas observações.

No que penso eu,
Divergente em razões...
Cearas de trigo, sombras brancas
Ou nas tuas imperfeições?
Não sei em que medito
E desconheces tu
As minhas obrigações,
Estas estranhas divagações
Em que me esqueço.
Conseguisses tu entender
O que eu me recuso,
Quando distante da minha presença
Só as tuas palavras têm uso
Na sua silenciosa indiferença,
Para encontrar a imaginação
De tudo aquilo que nunca aconteceu.

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