3.26.2009

Regresso Pasmódico

Depois de navegar
Toda a noite no mar de sonho
Em que vivo, desperto.
Não é tarde
Quando o sol regressa
E aquece a visão
Da forma redentora
Em que revejo as cores
De uma manhã distante.

Tudo se apresenta
Mais claro, mais concreto,
E é neste meu jeito desperto
Que perpetuo a mesma voz
Esbatida em travos de café
Ou algo mais que reivindique
A necessidade de acordar.

Os dias são sempre
Breves, belos e frágeis...
Assim, gosto de os saborear
Da forma mais tentadora
Que me deixe fantasiar.
Depois regresso à noite,
Pronto para navegar
A memória cinzenta dos dias,
Quando não me esgoto
Por desejar ou recordar.

Neste tempo que desvanece
Não me perco eu...
Continuarei a sonhar
Como forma de acreditar
Na verdade retida
Nesta forma indefinida
De me reinventar.

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