3.31.2009

Muralha

A muralha daquele velho castelo
Não é tão velha como parece,
Apenas finjo a sua idade
Com a vontade que me apetece.
Nunca padeci de falta de razão
Na irracionalidade a que me motivo,
Se tudo fosse tão concreto
Cessaria o meu veto construtivo
De involuntariamente fantasiar.
O quanto insensível seria
Esse meu lamentável ar
Se a sua muralha de sonhos
Pudesse enfim desabar,
Se apresentasse outra imagem
E o mistério se desfizesse,
Esquecendo a verdadeira mensagem
Que esse castelo me oferece.


"Aquele que tudo pode suportar,
tudo pode tentar"
(
Luc de Clapiers)

Sem comentários: