3.17.2009

Irrealismos

Perco-me pela paragem idílica
Das coisas e do tempo...
Perco-me na amarguradamente doce
Melancolia do deslumbramento,
Respirando a contemplação.

Por rastejar ou voar
Nunca me ergo em cansaço.
Pudesse assim descuidar
A inaudível emoção
De contrariar apaziguadamente
Esta patética reacção,
Pensando-me indiferente à dor
Que sinto e nada promete.

____________________________________________________________
"Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porquê."
(Camões)

3 comentários:

Catarina Miranda disse...

Quanta musicalidade!

Em Allegro aussi!

bien bien!

subscrevo!

Beso

xumé disse...

Esse bocadinho de Camões... Tão bonito e enquadrado no post!

João Afonso disse...

Sem essa parte a minha mensagem não teria sentido e assim tem o que cada um acha por bem... já não me recordo bem qual dizimou persistentemente o meu discernimento durante uns dias, mas já não os separo.

:)