3.11.2009

Ganimedeias







'Horsehead and Flame Nebula'
Steven Orlando ('05)


As estrelas dormem de dia
Depois de verem o sol despertar,
A sua luz quente é radiante,
Um funesto manto ofuscante,
Já mais as deixará brilhar.

As estrelas escolhem a noite
Para brilharem na ribalta,
Já eu procuro na imensidão
O eterno luar, o horizonte de prata,
E no sol a minha fugaz salvação.

Se bem que as estrelas enfeitadas,
Aos meus olhos desenhadas,
São pecados escravizados
Por toda e qualquer vil ilusão.
Ainda bem que existem flores
Que se protegem da escuridão!
Vela por elas, a lua, as suas dores...
Aquece-lhes o sol o meigo coração.

Já as estrelas cintilantes
Julgam-se, no seu ar usual, deslumbrantes
Quando realmente apenas vemos,
Na sombra, as suas cores difusas
A algo mais do que quinzes anos-luz
De estranhos e confusos eventos distantes.

Se bem que eu me contente com o meu sol
Que me desperta pela manhã,
E no fundo do meu jardim,
Tenho a lua como meu querubim…
No enfadado fado dos meus sonhos.
Descobri nos seus enigmas
Novas constelações tamanhas,
Irrealmente diletantes,
Onde registo as suas estáticas direcções
À medida dos meus sofismas,
Sem as suas artimanhas, fatídicas e hesitantes.

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