3.08.2009

Enfim sós

Enfim sós, ao final da tarde,
Neste mundo onde o sol
Se confunde com melancolia.

É assim que ficamos,
Enfim sós, quando a noite nos abraça
Com medo, calor e simpatia.
Quando acordamos sorridentes
Julgando termos vivido juntos,
Enfim sós, uma distorcida utopia
Ausente da sua verdadeira razoabilidade.
Enfim sós, para mais um indiferente dia.

E é apenas quando ficamos assim...
Enfim sós, eu e a minha poesia,
Que se entalha em mim
As venialidades desmedidas
Dos sonhos e da fantasia.

4 comentários:

xumé disse...

"As venialidades desmedidas
Dos sonhos e da fantasia"

Conheço isto muito bem... :D

(já agora, conheço-te?)

baby piggy disse...

Que poema lindo! :D gostei muito.
Obrigada pelo comentário, é verdade sim, gostam muitos de bater com a cabeça, mas às vezes nem mil pancadas lhes valem! *

Joli disse...

Muito bonito *.*

Aquilo do Bob Marley é uma citação dele, não é tirado duma música (pelo menos, que eu saiba xD), mas adoro musicas dele eheheh ^^

Conheces Dazkarieh? :O "Estrela" é uma música deles, adoroooo :D

João Afonso Adamastor disse...

xumé:
A verdade é que nunca julguei a aparência dos sonhos, nunca esperei que a realidade em que vivemos respondesse às minhas digressões... Daí que a poesia surge como um limite real a transpor, como a porta dos sonhos. (acho que não)

baby piggy:
Eu também gostei muito xD
Tratou-se de um desafio criativo imposto no espaço www escreva com, ao qual decidi associar-me... surgiram outros "Enfim sós" bastante originais por esses dias, o meu foi assim.

Joli:
O som de 'Dazkarieh' é simplesmente fabuloso... mas para defender as cores da minha cidade proponho que encontres os harmoniosos 'Diabo a Sete'.

Saudações,
:D